domingo, 12 de setembro de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Gravura, outra

Desde há cerca de 30 anos que venho desenvolvendo um processo de gravura que, na sua raiz tem relação com as primeiras marcas resultantes das pegadas deixadas na lama ou em terrenos argilosos que solidificaram por concreção (Peche-Merle, Altamira, etc.).
Promoveram-se workshops tendo como base esse processo que me libertou de muita da toxicidade que rodeia a gravura.
Num deles, em Arzila, Marrocos, os participantes - Artistas vindos de várias latitudes - incentivaram-me a publicar um manual com os detalhes do processo.
O pequeno livro foi impresso e aí está dado à estampa, com lançamento oficial marcado para Novembro na altura da exposição no Palácio Galveias em Lisboa.
Chama-se "Gravura, outra - manual de gravura com pasta de pedra".
Entretanto já por aí vai circulando, apoós uma apresentação informal que teve lugar na Galeria Arthobler - Livraria Ler Devagar também em Lisboa, aquando da minha exposição de gravura que ali decorreu em Março.
Fica a fotografia da capa.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Uma promessa não cumprida
Prometi fazer a demonstração do calendário solar que é, conforme provei, a Pedra da Escrita de Serrazes.
Razões de ordem vária - burocráticas ou científicas por um lado, de saúde por outro - levaram-me a desistir, de momento, de voltar ao tema. Peço desculpas.
De novo deixo a Pedra entregue a um destino que não lhe devia estar destinado. Com mágoa.
Mas deixo-lhes hoje uma outra pedra, outra das muitas que são amadas. É um dos rochedos do Central Park, em Nova Iorque, desgastado e polido de tanto amor.
Razões de ordem vária - burocráticas ou científicas por um lado, de saúde por outro - levaram-me a desistir, de momento, de voltar ao tema. Peço desculpas.
De novo deixo a Pedra entregue a um destino que não lhe devia estar destinado. Com mágoa.
Mas deixo-lhes hoje uma outra pedra, outra das muitas que são amadas. É um dos rochedos do Central Park, em Nova Iorque, desgastado e polido de tanto amor.
domingo, 27 de setembro de 2009
Testemunho
Foi a partir do segundo semestre do ano de 1983 – após o Solstício referido no texto de abertura deste blogue - que fui testando o Calendário agora apagado pelo telheiro cuja fotografia também se mostra na mesma entrada.
No conjunto das fotografias que hoje se mostram, tomadas uma semana após o Equinócio entre as 8h35 e as 14h20 do dia 28 de Setembro de 1983 – estava ausente no dia da ocorrência – pode seguir-se o trajecto da sombra até ao momento em que se coloca entre o Círculo do Verão e o correspondente ao do Outono.
Quisera repetir a experiência no Equinócio do Outono convidando os media e alguns amigos, mas vozes avisadas preveniram-me da aproximação das eleições que absorvem os tempos de antena e não estariam disponíveis para este.
Para contornar a falta de luz provocada pela cobertura da Pedra, montar-se-ia uma estaca maior que a testada anteriormente que, ultrapassando as placas de amianto, projectaria a sua sombra no prolongamento dos respectivos círculos.
Ficará para o Solstício do Verão, prometo.
No conjunto das fotografias que hoje se mostram, tomadas uma semana após o Equinócio entre as 8h35 e as 14h20 do dia 28 de Setembro de 1983 – estava ausente no dia da ocorrência – pode seguir-se o trajecto da sombra até ao momento em que se coloca entre o Círculo do Verão e o correspondente ao do Outono.
Quisera repetir a experiência no Equinócio do Outono convidando os media e alguns amigos, mas vozes avisadas preveniram-me da aproximação das eleições que absorvem os tempos de antena e não estariam disponíveis para este.
Para contornar a falta de luz provocada pela cobertura da Pedra, montar-se-ia uma estaca maior que a testada anteriormente que, ultrapassando as placas de amianto, projectaria a sua sombra no prolongamento dos respectivos círculos.
Ficará para o Solstício do Verão, prometo.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Assilah 2009

E assim os olhos se me encheram de branco. Regresso aos sítios por onde me deixava perder em 1978.
Durante todos estes anos não me cansei de pensar – e de falar – num beco onde tudo era branco. Era pequeno, como também pequenas eram as casas onde tudo era caiado de branco. Também o chão o era.
Sentado na soleira de uma porta, com o sol já mais baixo que as muralhas, a ausência de sombra trazia-me uma indescritível paz, como que uma levitação. Por lá ficava até que os habitantes regressassem da oração da tarde.
E ali ao lado uma velha porta - que fora tapada, rebocada, caiada e que agora integrava um muro branco – e cuja memória se projectava em sombra rasante ao longo da luminosa superfície.
Da memória dessa porta já nada resta.
No meu trabalho ficaram outras marcas por aquelas deixadas. E que, entre outras, se estenderam até à Pedra da Escrita de Serrazes.
Não acredito que haja obras que existam por acaso.
Durante todos estes anos não me cansei de pensar – e de falar – num beco onde tudo era branco. Era pequeno, como também pequenas eram as casas onde tudo era caiado de branco. Também o chão o era.
Sentado na soleira de uma porta, com o sol já mais baixo que as muralhas, a ausência de sombra trazia-me uma indescritível paz, como que uma levitação. Por lá ficava até que os habitantes regressassem da oração da tarde.
E ali ao lado uma velha porta - que fora tapada, rebocada, caiada e que agora integrava um muro branco – e cuja memória se projectava em sombra rasante ao longo da luminosa superfície.
Da memória dessa porta já nada resta.
No meu trabalho ficaram outras marcas por aquelas deixadas. E que, entre outras, se estenderam até à Pedra da Escrita de Serrazes.
Não acredito que haja obras que existam por acaso.
Souk - gravura, 1978
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