terça-feira, 20 de maio de 2014

Workshop Casa do Artista - São Paulo


Gravura, outra.
Trabalhos a decorrer, inscrições bloqueadas.
Uma demonstração da técnica pode ser visionada em

http://vimeo.com/45913230

Palestra - Uma viagem pela gravura rupestre


..."E assim, naturalmente, descobria dolmens e menires que se cruzavam no meu caminho e cuja presença se viria a tornar numa forte componente do meu trabalho.
Comecei por decalcar gravuras rupestres, percorri exaustivamente a viagem do sílex “regressando” à rocha lisa, na esperança de, ao encontrar o conceito, descobrir o objectivo do projecto."
Centro Universitário de Belas Artes, São Paulo
 
 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Obras nómadas


Utilizei tecidos e cordéis de algodão na série “História Trágico-Marítima (S.N.B.A. Lisboa, 1983). As sacas de linho já rasgadas ou os panos de tenda que acoitaram os militares em África transformaram-se em velas de navios que os ventos desfizeram, os cordéis em cabos rebentados pela tensão dos mastros que se despedaçavam em naus desgovernadas.
Voltei a usar preparos similares aos usados na série “…tornando na volta o mar…” (itinerante iniciada na Casa da Cerca, Almada, 2006, e concluída no Centro Cultural da Câmara de Hirado, Nagasaki - Japão), inspirada na “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto, recorrendo também a objectos trazidos de territórios por onde se aventurou, a tecidos recortados em formas circulares, evocativas de uma rota traçada pelas estrelas mas que o erro levava, tantas vezes, a voltar ao ponto de partida.
Coube-me em sorte ser eu hoje o viajante e o material que uso nesta obra nómada ser da família do que usei anteriormente, constituindo parte de uma bagagem errante que já naufragou em mares desconhecidos e que, com Fernão Mendes Pinto, viajou pelos mares da China.

 Aqui ficam algumas das mais recentes.




















terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Obra 2014

Gravura (actualizada pela entrada da última obra da série)


Este projecto tem por base os efeitos das sombras ou das linhas de luz solar projectadas em monumentos megalíticos. 
Através das frinchas dos esteios de antas ou de “close-up” em menires, cromeleques ou afins, os feixes de luz revelam a pertinência do tempo entre épocas humanas tão distintas.


“Visão Distante” é o título desta série de obras, dando continuidade ao conjunto anterior, “Visão Interior”, assente nas linhas de luz observadas a partir do interior de antas e de cromeleques.








sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A “cela” dos Tufões ou a Caixa de Pandora

Bola preta (estudo)
Apanhado pelo tufão, não vale a pena resistir-lhe.
Dado o alerta, içado o primeiro sinal, dá-se um salto à livraria, passa-se pelo supermercado e convidam-se alguns amigos para matar o tempo até que a tempestade se desfaça ao entrar pela terra dentro.
 A prudência aconselha a que se protejam os vidros das janelas com fita adesiva.
Um dia em Macau ao entrar na câmara de acesso ao recinto fortificado da Guia, deparei-me com os sinais indicativos da força dos tufões que, suspensos de uma robusta barra de ferro, aguardavam a sua vez de serem içados um por um no mastro donde seriam avistados de terra ou do mar.
Era como se tivesse entrado na Caixa de Pandora tendo tido, por momentos, a sensação de que, se batesse as palmas e os espantasse, soltaria todas as tempestades.
Os bambus ajoelhar-se-iam beijando a terra.
Os tufões provocaram-me sempre um sentimento misto de receio e aventura. O receio de os enfrentar e a aventura de os desafiar. Contagiado pela magia que sobre mim exerciam ou pela imponente presença  dos sinais que regularmente visitava, realizei uma série de trabalhos que intitulei “Sinais de Tufão”.
Gravura
Foi apresentada em Macau em 1995 por iniciativa do IPOR – Instituto Português do Oriente.
Posteriormente foi exposta no Círculo de Bellas Artes em Madrid e no Museo del Grabado Español Contemporáneo em Marbella.
Cascais 2013